OYÁ LOGÚNERÈ.


Antes de começarem a ler, tenham em mente que
Logunerê é uma Oyá diferente das demais, ela é
uma Odé e suas ligações com os Orisás são
diferentes das demais Oyás. Com certeza é uma
Oyá "ÚNICA".

Se conta que Oduduwá gerou em Yemú 16 Deuses, o principal entre eles é Ogun. A nona criança que Yemú pariu foi chamada de Oyá. 
Quando Oyá nasceu, trouxe muita alegria para Yemú.
Os Dunduns (Negros) possuíam olhos escuros, mas Oyá nasceu dundun e com olhos grandes, cor de ambar e Yemú dizia que o tom de mel em seus olhos era por ter muito mel em seu coração.
Com Ogun ela aprendeu a caçar e ele fez para elaum Ofá e uma Idá.

Os Orisás estranhavam que Oyá era uma mulher muito bonita, mas se comportava como um
homem, sempre nas batalhas e nas matas, guerreando e caçando, Não gostava de cozinhar e
costurar tal como faziam as suas irmãs.
Oyá um dia não quis mais viver no palácio de Oduduwá e então foi embora a procura de
aventura e nisso ela conheceu Yewa, Osayn, Erinle, Oxóssi e muitos caçadores de Ifé e Ketu. 
Ela então encontra Obaluayê e com ele forma uma dupla de caçadores e guerreiros mercenários, ou seja, eram contratados para guerrear a favor do pagante e então passam a percorrerem as aldeias da África antiga e eram muito temidos os dois.
Porém Ogun iniciou uma guerra gigantesca e cruel que ia desde os Reinos Jeje até as montanhas de
Ekiti. 
Oyá não podia barrar a violência de Ogun, ele era seu irmão. Então ela e Obaluayê se poram a
curar os feridos e socorrer os abandonados e afetados pela guerra. De aldeia em aldeia eles iam
acudindo os que haviam sofrido os males da guerra.
Eles atravessaram muitas aldeias e então na floresta de Ipondá, eles acharam um menino
brincando sozinho, ele atirava pedras em uma colmeia. Logo as abelhas africanas foram atacar a
criança, mas Obaluayê girou e levantando suas palhas, ele afastou e impediu que as abelhas se
aproximassem do pequeno menino.
Oyá o pegou no colo e ao longe ouviu a voz de uma mulher a gritar "Omó Mí! Omó Mí!" (Meu filho!
Meu filho!).
Era a Rainha de Ipondá, Osun, que procurava seu filho Logun.
Oyá foi até ela e entregou o menino e então disse:
"Iponda, sou filha de Oduduwá, rei de Ifé. Não deixe seu filho fugir novamente, a guerra está cada vez
mais violenta e podem fazer mal a ele."
Osun então deu seu abebé para Oyá como forma de agradecimento.
Osun respondeu:
"Tu és Oyá a caçadora não é? Meu ifá sempre me
diz que a natureza de filho meu o fará se afastar de mim e eu gostaria que o ensinasse a lutar e se
defender. O ayê está cheio de crueldade e ficarei mais tranquila se meu filho puder se defender por
si só. Faça isso por ele eu lhe peço."
O mel do coração de Oyá não a deixou negar este pedido. Por muitos anos Obaluayê e Oyá viveram
em Ipondá e ensinaram a Logun a arte da luta.
Porém quando Logun estava ja adolescente, Oya e Obaluayê foram embora, mas Logun foi junto com
eles e nunca mais saiu de perto de Oyá. 
Em muitos lugares dizem que Logun é mais filho de Oyá do que de Osun.

O nome Logunerê significa "Guerreira de Eré". Eré foi uma das cidades afetadas pela guerra de Ogun
que recebeu o auxílio de Oyá para se reconstruir e então foi eleita Yaba Matrona da cidade.

OYÁ LOGUNERÊ é proveniente da nação Efon. Esta Yabá não pega Juntó, ou é cabeça ou não é
nada.
Usa cores variadas como branco, azul, laranja, verde e rosa e tecidos estampados ou
peles de animais. 
Não usa vermelho.
Usa Ofá, Idá, Abebé e Erusin e seus metais são dourados.

Ha quem a cultue como Igbalé por ser uma Orisá da floresta, mas aqui no Brasil foi difundido o seu lado guerreiro e caçador, ela é parte integrante da casa dos Odés, mas ainda assim tão vaidosa quanto Osun.
Ama dançar Ijesá.
É ligada aos ventos.
É uma Yabá doce, mas ansiosa e agitada.


Hepa hey!!!